SISCOS

Feira de Economia Solidária é realizada em Alta Floresta

15/04/2012 01:32:05
por Assessoria IOV

Na última sexta-feira, dia 12 de agosto, o Instituto Ouro Verde, uma das Bases de Serviços de Apoio à Comercialização no território Portal da Amazônia, com apoio do SISCOS – Sistema de Comercialização Solidária, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Secretaria de Desenvolvimento Territorial, realizaram a Feira de Economia Solidária em Alta Floresta.

A atividade aconteceu na Praça da Cultura e também fez parte da programação do IV Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense, promovido pelo Teatro Experimental de Alta Floresta. Cerca de 400 pessoas visitaram a Feira e movimentaram recursos significativos para as pessoas que estavam comercializando produtos e serviços.

Segundo Andrezza Spexoto, uma das coordenadoras da Feira, a Economia Solidária privilegia a auto-gestão, a valorização do trabalho humano, o desenvolvimento comunitário, a justiça social, o cuidado com o meio ambiente e a responsabilidade com as gerações futuras.

A Feira contou com a exposição de artesanato territorial, proveniente de oficina organizada pelo IOV e produtos da economia solidária provenientes do SISCOS, inclusive com praça de alimentação. Na Feira teve também espaço reservado para as trocas solidárias, que consistia em uma banca, onde as pessoas disponibilizavam produtos em troca de outros. ‘Ficamos surpresas como as pessoas gostaram da idéia. Tiveram pessoas que foram até suas casas para buscar itens para disponibilizar na banca de trocas. Além disto, um volume considerável de serviços também foram trocados’, diz animada Aline Nava, coordenadora do SISCOS.

Aline diz ainda que pela primeira vez em Alta Floresta foi utilizada uma moeda social, provisoriamente chamada de SISCOS. ‘A moeda social é um bônus utilizado no lugar do dinheiro oficial para as trocas solidárias realizadas nas feiras de economia solidária, ou mesmo por grupos ou clubes de trocas. A experiência do espaço de trocas e uso da moeda social, demonstrou ser realmente possível uma outra forma de pensar a nossa economia. Valores foram resgatados e moeda social extrapolou o limite do espaço de trocas. Ficou um gostinho de quero mais’, complementou.

Para os organizadores, o sucesso da Feira instiga na realização de outras edições, principalmente por ter sido um espaço de partilha da riqueza gerada pelo trabalho de quem produz orientado a quem consome, fechando o círculo de solidariedade e reciprocidade.